26 novembro 2014

O que o açúcar faz no seu corpo

Cada vez que você come, os níveis de glicose no seu sangue sobem ligeiramente. Isso é natural. Mas o consumo excessivo de açúcar, em suas diferentes formas, deixam os níveis de glicose muito altos.

A partir desse processo, é mais que comprovado que o açúcar aumenta os níveis de insulina e leptina e diminuem a sensibilidade dos receptores desses 2 hormônios essenciais. E essa condição pode levar a:
  • Pressão alta
  • Aumento no colesterol ruim
  • Doenças cardíacas
  • Diabetes
  • Ganho de peso
  • Envelhecimento precoce
O consumo de açúcares simples também pode agravar quadros de asma, doenças mentais, oscilações de humor, aumentar cálculos biliares, causar artrite… tudo isso só para início de história.
Sem falar nas diferentes pesquisas que apontam o açúcar como principal “alimento” de células cancerígenas.
Por isso, controlar dos ciclos de insulina e leptina é uma das chaves para ganhar e manter saúde.
E, resumindo, o consumo excessivo de açúcar mata prematuramente, de uma forma ou outra.
O problema é que o açúcar é uma das substâncias mais viciantes que você pode consumir. Alguns estudos mostram que ele é 8 vezes mais viciante que a cocaína, o que torna o consumo de açúcar um círculo vicioso em que quanto mais você ingere, mais você tem o desejo de comer.
A solução, portanto, é evitar ao máximo a ingestão de açúcar, cortando e evitando esse ciclo vicioso.
Agora, você sabe que produtos contem ou não açúcar?
O principal erro que 99% das pessoas que tentam emagrecer com saúde é acreditar que, apenas fugindo de alimentos doces e tirando o refrigerante, o açúcar adicionado ao cafezinho e receitas que contenham açúcar, estão evitando esse grande vilão da saúde. Ledo engano.
Isso porque a esmagadora maioria dos alimentos processados contem açúcares escondidos sob diferentes nomes. Mesmo os alimentos que passam longe de ser sobremesas. O açúcar na indústria alimentícia é extensivamente usado para dar a ilusão de sabor e aumentar o tempo de prateleira de produtos como massas, molhos e enlatados.
Então, como descobrir se um alimento tem ou não açúcar apenas pelo rótulo?
A lista abaixo pode te ajudar nessa missão.

Diferentes nomes para a mesma droga:

  • Frutose
  • Xarope de (glicose de) milho
  • Sacarose
  • Lactose
  • Maltodextrina
  • Extrato de malte
  • Açúcar invertido
  • Amido
  • Xarope de Agave
  • Mel
  • Dextrose
  • Sorbitol
  • Galactose
  • Polidextrose
  • Mannitol
  • Xylitol
  • Acúcar turbinado
Esses são os principais tipos de açúcar presentes em produtos processados presentes nas prateleiras de supermercado. Claro que eles têm nomes diferentes porque são quimicamente diferentes entre si. Mas todas essas susbtâncias fazem algo parecido: provocam uma descarga de açucar no seu sangue e interferem nos ciclos da insulina e leptina.
Até mesmo produtos ditos diet ou light podem conter um ou mais tipos desses açúcares. OU pior, contém adoçantes artificiais que fazem a mesma coisa só que com riscos adicionais. Coitados dos diabéticos que mais sofrem com essas armadilhas.
Mesmo alimentos naturalmente doces, como frutas, tem açúcar (frutose) suficiente para atrapalhar uma dieta saudável, se consumidos em excesso ou em forma de sucos, por exemplo.
Além disso, outra faceta do açúcar que muitos ignoram são os carboidratos simples, alimentos ricos em amido. Esses carboidratos são representados por alimentos como arroz branco, batata inglesa, massas, pães, salgados e outros alimentos à base de farinhas refinadas.
Esse tipo de alimento age exatamente da mesma forma que os doces: liberam rapidamente altos níveis de glicose no sangue, causando desequilíbrio e insensibilidade à insulina e leptina, levando a todos os problemas já mencionados.

Como fugir dessas armadilhas, então?

A solução mais simples é evitar ao máximo alimentos processados, que são os que mais contém açúcar disfarçado. E se decidir consumi-los, crie o hábito de ler e avaliar os ingredientes dos produtos que você põe no carrinho, na sua boca e na da sua família.
Também consuma carboidratos simples com moderação, substituindo-os por alimentos de menor índice glicêmico (IG). Mesmo os amidos simples de origem vegetal, como batata inglesa e arroz branco podem ser substituídos por opções melhores, como batata doce, mandioca, inhame, batata baroa… De preferência no seu estado mais bruto: cozido al dente.
Quanto às frutas, é importante consumir com inteligência. Dê preferência a frutas cítricas e às berries, também conhecidas como frutas silvestres (amora, mirtilo, framboesa, morango…). Sempre comendo junto boas gorduras e fibras (castanhas, sementes e óleo de coco, por exemplo) para diminuir a velocidade com que a frutose age na corrente sanguínea. E, se realmente quiser tomar suco de frutas, adicione folhas verdes e vegetais à mistura.

fonte: site INVS

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