08 outubro 2012

Exercícios e Osteoporose. Firmes e Fortes!


A saúde dos ossos também está relacionada a uma vida saudável. Ter uma boa alimentação, fazer exercícios físicos e tomar sol na medida certa desde a infância podem reduzir a chance de ter osteoporose e outras doenças.
Estima-se que 10 milhões de brasileiros tenham osteoporose. Em 2007, foi realizado o Brazilian Osteoporosis Study (Brazos), primeiro grande estudo epidemiológico em amostra representativa da população nacional adulta com o objetivo de avaliar os principais fatores de risco associados com osteoporose e fratura por baixo impacto, como hábitos alimentares, atividade física, qualidade de vida e quedas, entre outros. Idealizado e promovido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o estudo observou elevada prevalência de fratura em homens e mulheres após os 40 anos de idade (15%). A pesquisa mostrou que 90% dos entrevistados não sabiam o que significava osteoporose. Foi observado que a maioria da população já ouviu falar de osteoporose, mas desconhece suas principais conseqüências e formas de prevenção.  Aí aparece outro desafio relacionado à osteoporose: ela é silenciosa. Em geral, as pessoas não sentem nada até ter uma fratura. O estudo indicou que 85% dos homens e 70% das mulheres que já tinham apresentado uma fratura por baixo impacto desconheciam a doença que ocasionara o evento, a osteoporose. Além disso, os pesquisadores constataram baixo consumo de cálcio e vitamina D, bem como elevado grau de sedentarismo (76%) e de tabagismo (25%).


Exercitar-se é fundamental para ter ossos saudáveis. A força mecânica gerada pelos exercícios, quando aplicada sobre o tecido ósseo, gera sinais bioquímicos que estimulam as células que formam a matriz óssea. E se isso ocorre na adolescência, quando há o auge da formação óssea, melhor ainda. Ao fazer exercícios como musculação, corrida ou bicicleta, nessa fase da vida, a pessoa acaba aproveitando melhor a sua capacidade de produção óssea, herdada geneticamente.. É por isso que se pode dizer que ossos e músculos caminham juntos. Ao estimular um, você automaticamente gerará benefícios ao outro. Na terceira idade, então, o ideal é caminhar e fazer exercícios de musculação ou com o próprio peso corporal, pois isso ajuda a combater a perda de massa óssea, que ocorre mais intensamente nessa etapa da vida.  Atenção: exercícios que não utilizam a força da gravidade, como os realizados na água (hidroginástica e natação), embora não tragam benefícios diretos para a prevenção e o tratamento da osteoporose, são muito bons para o condicionamento físico e cardiovascular e podem reduzir o risco de quedas.
Além deste benefício, o exercício regular também traz o fortalecimento muscular e a melhora da coordenação, que também auxiliam na prevenção de quedas.. Exemplos incluem :musculação, subir escadas, step, dança  e outras atividades que exigem um trabalho muscular contra a gravidade, sem adicionar um stress muito alto aos ossos e articulações.
O Consenso do National Intitutes of Health  concluiu que o exercício regular, especialmente atividades  de alto impacto, contribuem para o desenvolvimento de um alto pico de massa óssea e pode reduzir o risco de fraturas em indivíduos mais velhos. A prevenção das fraturas deve ser a meta  primária do tratamento  de pacientes com osteoporose. A mesma autoridade  reconhece que diversos tratamentos reduzem o risco de fraturas, incluindo as  intervenções que contribuem para o  aumento da massa óssea e redução do  risco ou conseqüência das fraturas. 
Fontes de pesquisa:
Chan, K. M.; Anderson, M.; Lau, E.M.C.  Exercise interventions: defusing the world’s osteoporosis time bomb. Bulletin of the World Health Organization, v.81, n.11, p.827-830, 2003. 
NIH consensus development  conference statement:  osteoporosis prevention, diagnosis, and therapy. NIH Consensus Statement Online,  v.17, n.1, p.1-36, 2000. Disponível em: http://consensus.nih.gov/cons/111/111_intro.htm. 
Diretrizes da prescrição do exercício Consenso Brasileiro de Osteoporose 2002 - Rev Bra Reumatologia, vol.42, nº 6 nov/dez 2002
Rev Fleury edição 12/2008



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