21 setembro 2012

Longevidade Ativa e sem quedas!

Por Lydia Guerreiro
 

Ter independência funcional e autonomia é algo que todos nós valorizamos ao longo da vida , não é mesmo! E, na velhice não é diferente. Você sabia que mais de um terço das pessoas idosas sofrem pelo menos uma queda ao ano? E que aquelas que caem mais de uma vez têm cerca de três vezes mais chance de cair novamente? 
 
 
As lesões decorrentes das quedas geram significativas limitações físicas e psicológicas aos idosos e os custos relacionados ao seu tratamento são substanciais e tendem a aumentar nas próximas décadas já que o aumento da população idosa no Brasil vem aumentando cada vez mais e é  fato que os idosos estão, ano após ano mais,  longevos.
 
 
 
 
Chama atenção o fato de que a América Latina é a região que mais rapidamente envelhece hoje no mundo!
 
 
Magnitude das quedas no mundo - Frequência das quedas
 
Aproximadamente 28% a 35% das pessoas com mais de 65 anos de idade sofrem quedas a cada ano, subindo essa proporção para 32% a 42% para as pessoas com mais de 70 anos. A frequência das quedas aumenta com a idade e o nível de fragilidade.
Idosos que vivem em casas de repouso caem com maior freqüência dos que os que vivem na comunidade. Aproximadamente 30% a 50% das pessoas que vivem institucionalizadas sofrem quedas, a cada ano, e 40% delas experimentam quedas recorrentes.
A incidência das quedas parece variar também entre os diferentes países. Um estudo realizado na região do Sudeste Asiático, por exemplo, revelou que na China 6% a 31%  dos adultos mais velhos caem a cada ano, enquanto outro estudo, realizado no Japão, mostrou que essa incidência, naquele país, é de 20% . Um estudo realizado na região das Américas (Latina e região do Caribe) identificou que a proporção de adultos mais velhos que sofrem quedas, por ano, varia de 21,6% em Barbados para 34% no Chile.
 
As quedas ocorrem como resultado de uma complexa interação de fatores de risco. Os principais fatores de risco refletem a diversidade de determinantes de saúde que, direta ou indiretamente, afetam o bem estar. Eles podem ser categorizados em quatro dimensões: biológica, comportamental, ambiental e fatores socioeconômicos. 
 
Os fatores de risco biológicos abrangem características dos indivíduos que são relacionadas ao corpo humano. Idade, gênero e raça, por exemplo, são fatores de risco biológicos não modificáveis que  também  estão associados às mudanças devidas ao envelhecimento, tais como o declínio das capacidades físicas, cognitivas e afetivas, e à comorbidade associada às doenças crônicas.
A interação entre os fatores biológicos e os riscos comportamentais e ambientais aumenta os riscos de quedas. A perda de força muscular, por exemplo, leva a uma perda de função e um maior nível de fragilidade, o que intensifica o risco de quedas devido a alguns riscos ambientais.
  
Principais fatores de proteção
 
Os fatores de proteção de quedas na idade madura são ligados à mudança comportamental e às modificações ambientais. A mudança comportamental para um estilo de vida saudável é um ingrediente chave para encorajar o envelhecimento saudável e evitar quedas.
Não fumar, consumir álcool moderadamente, manter o peso em níveis normais na meia idade e na velhice, manter um nível aceitável de atividade física são fatores que protegem os idosos das quedas. 
 
Determinantes comportamentais - Atividade física
 
A participação regular em atividade física moderada é essencial para a boa saúde e para a preservação da independência dos idosos. Previne diversas patologias e o declínio da capacidade funcional. A prática de atividade física moderada e do exercício também reduzem o risco de quedas e das lesões por elas ocasionadas nos idosos, controlando o peso e contribuindo para manter ossos, músculos e articulações saudáveis. O exercício pode melhorar o equilíbrio, a mobilidade e o tempo de reação. Pode aumentar a densidade mineral óssea nas mulheres após a menopausa e nas pessoas com mais de 70 anos.
 
Mais ainda, deve-se notar que a participação em atividades físicas vigorosas – por exemplo, corridas intensas – dos idosos pode aumentar o risco de quedas. A promoção de atividade física apropriada ou exercícios destinados a melhorar a força, o equilíbrio e a flexibilidade é a estratégia mais viável e de melhor relação custo/benefício para evitar quedas dos idosos na comunidade.
 
 
 
 
 
Espero que tenham curtido!
 
Fonte de pesquisa:
Secretaria de Estado da Saúde São Paulo 2010 - Relatório Global da OMS sobre prevenção de quedas na velhice.
 
 
 
 
 

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