15 setembro 2012

CINTURA COM MENOS DA METADE DA ALTURA É CHAVE PARA LONGEVIDADE


A circunferência da cintura dividida pela altura (WHtR – sigla em inglês) é um preditor significativamente melhor de risco cardiometabólico do que a circunferência da cintura (WC – sigla em inglês), ou o índice de massa corporal (BMI – sigla em inglês). Além disso, a WHtR leva em consideração as diferenças de altura, o que torna um melhor sistema para ser utilizado em diferentes países. É o que afirma estudo conduzido pelos pesquisadores Margaret Ashwell e Gibison Sigrid, do Ashwell Associates (Reino Unido), e apresentado na 19ª edição do European Congress on Obesit, em Lyon, na França.
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De acordo com informações publicadas pelo site Medical News Today, os pesquisadores examinaram 31 estudos envolvendo cerca de 300 mil participantes que utilizaram análises específicas e de sensibilidade para avaliar o poder discriminatório dos índices antropométricos em indivíduos com diabetes tipo 2, síndrome metabólica, hipertensão arterial, níveis de gordura corporal anormal e resultados cardiovasculares gerais (DCV – sigla em inglês).
A equipe descobriu que, em comparação com o BMI, o WHtR apresenta um poder discriminatório consideravelmente maior. WC e WHtR também se mostraram melhores na identificação de resultados adversos do que o BMI, respectivamente 3% e de 4% a 5%.
Além disso, o WHtR se mostrou consideravelmente mais eficiente para diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão e todos os resultados em homens e mulheres em comparação com WC, e também melhor do que o BMI e a circunferência da cintura para detecção de fatores de risco cardiometabólico em ambos os sexos. Como resultado a divisão da circunferência da cintura pela altura deve ser considerada uma ferramenta de rastreio.
Níveis de risco
Os valores médios propostos, ou seja, o primeiro nível de risco para pessoas de diferentes origens étnicas, calculado pelo estudo para homens e mulheres foi de 0,5. Em outras palavras, a fim de evitar o risco crescente de fatores de risco adversos “mantenha sua circunferência da cintura para menos da metade de sua altura”, diz Ashwell. De acordo com o pesquisador, se um segundo nível de risco é necessário, “mantenha a circunferência de sua cintura abaixo de 60% da altura (0,6)”.
WC e BMI requerem diferentes valores a serem considerados para diferentes etnias, tornando as análises mais difíceis do que elas precisam ser. Atualmente, o National Institute for Health and Clinical Excellence do Reino Unido está estudando novas orientações sobre a identificação de risco cardiometabólico baseada na circunferência da cintura (WC). No entanto, Ashwell afirma que isso seria um desperdício de recursos, já que o WHtR é caracterizado por uma leitura única, sem aplicação de variáveis. Além disso, a pesquisadora destaca que o método está ganhando apoio em diversos países, incluindo o Reino Unido, EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e Brasil.
O médico Ben Rickayzan e o professor Les Mayhew, da Cass Business School, City University, me Londres, estimam que um homem de 30 anos não fumante é capaz de aumentar sua expectativa de vida em até 14% se mantiver seu WHtR em 0.7.
Espero que tenham curtido!

Fontes:
Medical news today jornal
isaude.net

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