25 julho 2012

Efeito agudo dos EFlex no desempenho de Fmáx e RF de membros inferiores e superiores.

Estudo recentemente publicado mostra o efeito agudo dos exercícios de flexibilidade no desempenho de força máxima e resistência de força de membros inferiores e superiores.

A flexibilidade e a força são importantes componentes dos programas de treinamento físico voltados para a saúde, qualidade de vida e desempenho esportivo (POLLOCK et al. 1998; CHEN et al. 2010).
O correto entendimento da influência de uma capacidade motora sobre a outra é fundamental para a correta prescrição de exercícios evitando, dessa forma, os possíveis efeitos deletérios que possam influenciar o desempenho da atividade subsequente.
A amostra foi composta por 13 voluntários do sexo masculino, não atletas. Todos os sujeitos eram familiarizados com os exercícios de treinamento de força e com os exercícios de flexibilidade.
Os procedimentos foram  realizados em duas fases distintas sendo a 1ª fase para Força Máxima e a 2ª para Resistência de Força.
Os principais achados desse estudo foram:
Os exercícios de flexibilidade diminuíram o desempenho de força máxima nos membros superiores (supino) e inferiores (agachamento) enquanto que a resistência de força foi diminuída somente nos membros superiores, o que  indica que o desempenho de resistência de força não foi afetado de maneira idêntica ao da força máxima quando antecedidos de exercícios de flexibilidade estática.
Os exercícios de flexibilidade aplicados neste estudo aumentaram a amplitude articular da extensão do quadril e da abdução do ombro que mostra que os exercícios aplicados foram efetivos para alterar a flexibilidade de forma aguda. Esse efeito agudo pode estar relacionado a uma diminuição da tensão viscoelástica ou alterações de respostas reflexas (TAYLOR et al. 1990) os quais podem explicar os principais achados.
Por fim conclui que os músculos dos membros superiores são mais suscetíveis aos efeitos agudos dos exercícios de flexibilidade, devido à menor quantidade de unidades motoras e menor tamanho do grupo muscular.


Espero que tenham gostado!


Fonte
A. C. Paulo, C. Ugrinowitsch, G. S. Leite, G. Arsa, P. H. Marchetti & V. Tricoli Motriz, Rio Claro, v.18, n.2, p.345-355, abr./jun. 2012

2 comentários:

  1. Qual a utilidade pratica destes dados?

    ResponderExcluir
  2. Não encontrou utilidade prática no artigo ou não entendeu o artigo? Qual a sua dúvida exatamente? Qual a sua profissão?

    ResponderExcluir

Pergunte à Personal