17 janeiro 2017

Tratando a diabetes com exercícios físicos





A diabetes é uma doença que preocupa milhares de pessoas, médicos, profissionais da saúde, planos de saúde, e também organizações mundiais, tais como a OMS. A diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue. Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta, portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. 
No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, estima-se que cerca de 14 milhões de pessoas sofram da doença. Os dados preocupam, já que grande parcela dos pacientes não sabe que possuem a doença, uma vez que o diagnóstico pode demorar até sete anos. O Diabetes Tipo II é caracterizado, principalmente, por uma dificuldade de o organismo responder a ação do hormônio insulina. Tal fato tem como consequência o aumento dos níveis de glicose na corrente sanguínea. Ao contrário dos portadores de diabetes tipo I, as pessoas com o tipo II produzem insulina, porém o corpo cria resistência ao hormônio. Quando uma pessoa é diagnosticada com diabetes tipo I, provavelmente terá que conviver com a doença por toda a vida. O que não acontece com os portadores do tipo II, que desenvolvem a doença devido a uma série de fatores de riscos como idade acima de 45 anos; evidência de tolerância à glicose comprometida; falta de atividade física; obesidade e, principalmente, concentração de gordura na região abdominal do corpo humano.
Tratando a diabetes com exercícios físicos
Para prevenir a doença, é importante optar por hábitos alimentares saudáveis e evitar o sedentarismo. Assim, o exercício físico se apresenta como uma das formas bastante eficaz para melhoria da resposta do organismo a ação deste hormônio e consequentemente controle da glicose sanguínea. Segundo pesquisa realizada em 2010 – pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva –, a maioria dos benefícios da atividade física no tratamento do diabetes tipo II estão relacionados às respostas agudas e crônicas sobre a ação da insulina, tanto nos exercícios aeróbios quanto nos exercícios resistidos (musculação). Apesar de a atividade física ser o elemento chave na prevenção e tratamento do diabetes tipo II muitas pessoas com esta doença crônica não se tornam ativas ou praticam atividades físicas de forma irregular. É fundamental atuar em várias frentes: dieta, exercício e medicação, ou seja, o portador de diabetes tipo II precisa fazer uma mudança de estilo de vida. Qualquer atividade física pode ser benéfica para diabéticos desde que bem orientadas por profissionais da área.

fonte: http://www.diabetes.org.br/diabetes-na-imprensa/1140-os-beneficios-do-exercicio-fisico-para-portadores-de-diabetes-tipo-ii

http://www.valordeplanosdesaude.com.br/noticias-de-saude/tratamento-da-diabetes-com-um-plano-de-saude/

22 janeiro 2016

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22 agosto 2015

3 dicas de postura para tirar o máximo proveito de um treino de núcleo

A boa postura é importante durante o exercício. Cheque algumas dicas rápidas de postura antes e durante uma rotina de exercícios de fortalecimento do núcleo ( "core") que podem ajudá-lo a evitar lesões e tirar o máximo de benefícios do seu treino. Aqui está o que você precisa saber:

  1. Ficar em pé com postura alinhada. Quando as instruções para um exercício pedir-lhe para ficar em pé com a postura alinhada isso significa manter o seu:
    • queixo paralelo ao chão
    • ombros rodados para trás 
    • braços ao lado do corpo com os cotovelos relaxados
    • músculos abdominais puxados para dentro em direção à coluna
    • quadris encaixados
    • joelhos apontando para a frente
    • pés apontando para a frente
    • peso do corpo uniformemente distribuído em ambos os pés.
  2. Ficar em posição neutra. O Alinhamento neutro significa manter seu corpo em uma linha reta da cabeça aos pés, exceto para as curvas naturais da coluna vertebral. Se você está sentado ou em pé, isso significa que sua coluna não é flexionada ou arqueada para enfatizar a curva da parte inferior das costas. Uma maneira de encontrar a posição neutra é apontar sua pelve para a frente, tanto quanto for confortável, então aponta-la para trás, tanto quanto for confortável. Neutro é mais ou menos no meio. Se você não está acostumado a ficar em pé pé ou sentado ereto, pode demorar algum tempo para que isso se torne natural. 
  3. Ficar em ângulo. Quando ângulos aparecem em instruções do exercício, visualize um ângulo de 90 graus como um L. Para visualizar um ângulo de 30 graus, fatie mentalmente o ângulo de 90 graus em terços.

Alcançar e manter uma boa postura durante seus exercícios leva um pouco de prática. Se possível, olhar em um espelho quando estiver em exercício. Tente reservar  alguns momentos diariamente para a prática de uma melhor postura.
Para mais detalhes sobre exercícios de núcleo ("core") e conselhos sobre maneiras de fortalecer seu núcleo, acesse  Core Exercícios, um relatório especial de Saúde da Harvard Medical School.

14 agosto 2015

EXERCÍCIOS DE ALTA INTENSIDADE para pacientes com problemas cardíacos

Pesquisa brasileira contradiz  recomendação de atividade moderada para pacientes cardiopatas

De autoria de três Profissionais de Educação Física, um artigo brasileiro contradiz as recomendações médicas atuais. De acordo com o estudo Effects of High Intensity Interval versus Moderate Continuous Training on Markers of Ventilatory and Cardiac Efficiency in Coronary Heart Disease Patients, fazer treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) pode melhorar a eficiência cardiovascular e respiratória em pacientes com problemas cardíacos. Os resultados foram apresentados no mês de abril/2015, durante a XI Jornada SOCERJ de Educação Física em Cardiologia, realizada no Rio de Janeiro. E, posteriormente, no mês de maio, no Annual Meeting, World Congress on Exercise is Medicine, and World Congress on the Basic Science of Exercise Fatigue of the American College of Sports Medicine em San Diego,California.

O estudo analisou o efeito de diferentes estratégias de treinamento aeróbio supervisionado sobre a capacidade aeróbia de pacientes com doença arterial coro-nariana (DAC). Participaram da coleta de dados 71 pacientes com DAC, divididos em três grupos: aqueles que realizaram exercício moderado durante 16 semanas, um grupo que não realizou exercício físico e um terceiro, que praticou atividade física de alta intensidade durante o mesmo período. A coleta de dados foi feita de janeiro de 2010 a janeiro de 2012, em pacientes de serviço de reabilitação cardiovascular e metabólica.
Resultados: Os voluntários que realizaram o treino de alta intensidade passaram a ter uma eficiência cardiorres-piratória melhor do que o grupo que praticou atividade moderada. Por sua vez, os participantes que não fizeram nenhuma atividade física sofreram uma queda no rendimento cardíaco e respiratório.

"Concluímos que o treinamento aeróbio intervalado pode ser mais eficaz que o treinamento contínuo para melhorar a capacidade aeróbia de pacientes com DAC. Portanto, a inclusão de treinamento aeróbio intervalado deveria ser considerada no contexto de programas de reabilitação cardiovascular", indica Gustavo Cardozo [CREF 020150-G/RJ], coordenador do estudo.
Também participaram da pesquisa, recentemente publicada no The Scientific World Journal, os Profissionais Paulo Farinatti [CREF 000521-G/RJ] e Ricardo Oliveira [CREF 005807-G/RJ]. Já as instituições envolvidas foram o Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde (LABSAU) do Instituto de Educação Física e Desportos (IEFD) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Serviço de Reabilitação Cardiovascular e Metabólica do Total Care (RJ) - AMIL e o Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Ciências da Atividade Física da Universidade Salgado de Oliveira.

fonte http://www.confef.org.br/extra/revistaef/show.asp?id=4293

27 novembro 2014

POR QUE É TÃO DIFÍCIL RESISTIR?



Café
Os mecanismos da dependência são variados e nem todos bem explicados. Um deles é que a cafeína bloqueia a ação da adenosina, substância calmante produzida pelo cérebro; e aumenta os níveis de dopamina e noradrenalina, responsáveis pelo bem-estar. Quando se suprime o cafezinho, a pessoa sente-se com pouca energia. Daí a necessidade de tomar mais. Além disso, a bebida é vasoconstritora, o que ajuda a aliviar a dor de cabeça provocada pela dilatação dos vasos cranianos. Assim, a pessoa toma café para livrar-se da cefaleia, e, assim que o efeito passa, a dor volta, obrigando a pessoa a beber mais. A cafeína também está presente em chás e refrigerantes, embora em quantidade inferior, mas contribui para seu potencial “viciante”. Importante: para não atrapalhar o sono, é bom evitar a cafeína depois das 16 h.



Carboidratos refinados 
Pães, massas e biscoitos feitos com farinha refinada — aquela branca — são capazes de mudar a química cerebral, aumentando os níveis de serotonina, o neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar.



Açúcar 
“Quanto mais açúcar ingerimos, mais insulina precisamos fabricar para metabolizá-lo. Quando os níveis de insulina estão muito altos, o cérebro não fica sabendo quanta gordura há estocada e manda sinais para o corpo ingerir mais alimentos. Em outras palavras, quanto mais doce comemos, mais temos vontade de comer”, explica a endocrinologista Anete Hannud Abdo, do Programa de Atendimento ao Obeso (PRATO), do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. O açúcar age também no cérebro, aumentando a liberação de dopamina, responsável pela sensação de prazer.

fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/95/artigo209997-2.asp/


FRUTOSE NÃO É AÇÚCAR DAS FRUTAS


Luiz Eduardo Carvalho
Professor da Faculdade de Farmácia da UFRJ
 
 

                        Foi na escola que eu (des)aprendi isso. Imagino que você também. A professora colocou na lousa: "Sacarose é açúcar de cana. Lactose é açúcar do leite. E Frutose é o açúcar das... ". Parece lógico. Frutose... só pode ser açúcar de frutas. Mas está errado. Aliás, duplamente errado. Dois erros: as frutas contém sim frutose, mas contém muitos outros açúcares, inclusive em quantidades bem superiores, inclusive glicose e sacarose. E, além disso, a frutose que é vendida purificada, isolada, em pó, nas farmácias brasileiras, essa é feita é de milho mesmo. 
 

Doçura & Calorias
                        Frutose, é verdade, é bem mais doce que o açúcar comum, a sacarose. Alguma coisa em torno de 33% mais doce.  No entanto, fornece as mesmas calorias em cada grama. Ou seja, cada grama de frutose, ou de sacarose, tanto faz, fornece as mesmas 4 kcal.

                        Frutose engorda igualzinho à sacarose. O que a favorece, para quem se preocupa com o peso do corpo, é que, sendo uns 33% mais doce, basta colocar, no café, 25% menos do que se colocaria, normalmente, de sacarose. Assim, adoçando com frutose, é possí-vel ingerir 25% menos calorias. Pode ser aritmeticamente atraente.  Contudo, não vai garantir emagrecimento não, a menos que muitas outras dolorosas e amargas provi-dências dietéticas sejam adotadas simultâneamente. Mas isso já é outro assunto. Vol-temos à frutose... 
 

Diabéticos
                        Diabéticos não devem ingerir açúcares de rápida absorção pelo intestino, que demande insulina imediata, como é o caso da sacarose. Os EEUU têm defendido, junto à Orga-nização Mundial da Saúde (OMS), que a frutose pode  sim ser ingerida por diabéticos, sem riscos. Não deve ser mera coincidência o fato dos EEUU serem donos da patente da fabricação industrial da frutose (que não é extraída de frutas, mas sim feita de milho).
                        A pretensão norte-americana é firmemente combatida pelos países europeus, princi-palmente pelos escandinavos que, vale ressaltar, são, por sua vez, os detentores das patentes de fabricação de xilitol, sorbitol e manitol. Ou seja, de substâncias também usadas como adoçantes em produtos para dietas de diabéticos.

                        Os EEUU rebatem, afirmando que esses adoçantes escandinavos são laxantes, o que é também verdade. E a polêmica, onde o interesse comercial parece moldar o argumento científico, continua. 
 

O nome das coisas
                        A glicose é também conhecida como dextrose. Principalmente nos livros acadêmicos de Food Science. Ali, a frutose tende a perder esse nominho associado com frutas. Ali, a nomenclatura que emerge é levulose.
                        Como bem sabemos, as coisas, as substâncias, os eventos, e mesmo as pessoas, eles não têm nome. O nome é uma coisa inventada pelo cérebro humano. O nome não é exatamente a coisa. O nome, muitas vezes, é menor que a coisa. E a coisa deixa de ser a coisa para ser o nome. Temos aqui mais um exemplo desse fenômeno.

                        A frutose é encontrada sim nas frutas e no mel. E a lactose é encontrada no leite. Mas nem todo açúcar de frutas é frutose. E nenhuma frutose disponível no mercado parece extraída do mel ou sequer de frutas, mas apenas do milho, apesar das informações difusas nos rótulos laterais desses produtos. 
 

Milho, milho
                        Imagine o milho. Ele vira fubá. O fubá tem amido. Mas tem também fibras e algo em torno de 10% de proteínas.  Então esse fubá é refinado, para chegarmos ao amido. Pronto. Esse produto todo mundo conhece. Ele está no mercado. E seu nome já não é exatamente amido de milho, sendo popularmente conhecido por Maizena.
                        O amido, quimicamente, é apenas uma longa cadeia de moléculas de glicose. Então, esse mesmo fabricante pega esse amido refinado e, com ácido clorídrico, pressão e calor, quebra essa longa cadeia, formando um xarope contendo essas moléculas de glicose. Parece complicado. Pode parecer estranho. Mas não. Em verdade, estamos falando de uma coisinha muito familiar: esse xarope está no supermercado, dentro de uma garrafa, parecendo  mel, e rotulado como Karo.
                        Desse xarope de glicose, a indústria, por novos processos químicos ou enzimáticos, chega enfim à frutose. Ou seja, a frutose é feita, industrialmente, da glicose, que é feita do amido, que é tirado do fubá, que um dia foi milho. Nada a ver com as cerejas e o mel que os fabricantes de frutose colocam coloridamente em seus rótulos.

Fonte http://www.farmacia.ufrj.br/consumo/leituras/ld_lec_frutose.htm

26 novembro 2014

Água de limão, pepino e gengibre


Esta receita é muito poderosa.

Ela foi desenvolvida por Cynthia Sass, diretora da revista Prevention, a publicação americana mais popular sobre saúde e qualidade de vida.

É por isso que é conhecida como "água Sass".

Cynthia é formada em nutrição, com mestrado em saúde pública e especialização em dietas.

O gengibre, o limão e o pepino são os componentes da receita que garantem a redução de peso e do abdome em poucos dias.

E a hortelã entra para melhorar a saúde do aparelho digestivo.

A dica é tomar a água Sass durante o dia, especialmente meia hora antes das refeições.

Vamos aprender a receita?




INGREDIENTES

- 2 litros de água

- 1 colher (chá) de gengibre moído na hora

- 1 pepino médio descascado e cortado em fatias finas

- 1 limão médio cortado em fatias finas

- 12 folhas de hortelã

MODO DE PREPARO

Misture todos os ingredientes em uma jarra e leve à geladeira, à noite, para descansar de um dia para o outro. 

Consuma toda a preparação ao longo do dia e não deixe de beber um copo meia hora antes das refeições. - 

FONTE www.curapelanatureza.com.br

POR QUE A GENTE ENGORDA?

O infográfico ABAIXO explica de forma bastante simples o principal motivo de praticamente toda a população mundial estar com problemas de sobrepeso e obesidade. A ingestão de carboidratos – leia-se açúcares e derivados de grãos, como a farinha de trigo – sem qualquer tipo de controle que assola o mundo moderno é de fácil entendimento, mas difícil de aceitar. Afinal, toda aquela pirâmide alimentar saudável com base em grãos, cereais e derivados está errada? Sim. Muito. E isso está levando a doenças terríveis que poderiam ser evitadas com uma mudança de estilo de vida que não é complicada. Para o nosso corpo, farinha e açúcar são a mesma coisa e o nosso menu está cheio de ambos. 
Fonte: Fatopia.org

ALIMENTOS QUE AJUDAM A REDUZIR O INCHAÇO CORPORAL

GORDURA ABDOMINAL, COMO DIMINUIR?


Hoje, na sociedade moderna em que muitos se alimentam mal e fazem poucos exercícios, não é tarefa difícil encontrar uma pessoa com a circunferência da cintura modificada pelo acúmulo de gorduras na região. No entanto, é um fator preocupante, pois, além de agredir a estética e indicar obesidade, também chama a atenção por aumentar o risco de varias doenças, principalmente cardiovasculares, diabetes e hipertensão arterial.
O acúmulo de células de gordura visceral sobrecarrega o funcionamento dos órgãos localizados nesta região, como: fígado, intestino, rins e pâncreas. Isto desencadeia uma série de disfunções no organismo podendo levar a chamada “Síndrome Metabólica”. Nestas condições ocorre uma resistência a ação da insulina (hormônio produzido pelo pâncreas), responsável em remover a glicose sanguínea para o interior das células, a saturação no funcionamento desta glândula, levando a hiperglicemia e assim o Diabetes tipo II. Em contrapartida o fígado, que está bem próximo aos males, de uma forma compensatória começa a produzir glicose, libera substâncias ácidas, desequilibrando mais o equilíbrio do organismo, além de acumular mais gordura e toxinas, não cumprindo plenamente com suas funções vitais, podendo também se instalar a temida esteatose hepática.
Os efeitos da gordura abdominal podem ir muito além da diabete por colocar o organismo em um circulo vicioso. O aumento de glicose no sangue faz com que a produção de insulina também cresça para levar o açúcar ao interior das células. O corpo repete essa tarefa diversas vezes para suprir a necessidade e, consequentemente, contrai os vasos sanguíneos muitas vezes para que circule as substâncias. Entretanto, as contrações freqüentes podem elevar a pressão, implicando em hipertensão arterial.
O colesterol ruim (LDL), substância inflamatória, também é um dos males gerado pela gordura abdominal. Prejudicial, o LDL pode se alojar nos vasos sanguíneos e, inevitavelmente, ocorrer o fechamento da passagem de sangue pelas placas de gordura. Com isso, a probabilidade de resultar em doenças cardiovasculares e, até mesmo, em infartos e derrames pode aumentar.
E por que será que aumentar a circunferência abdominal é mais perigoso e mais fácil do que aumentar no quadril?As células adiposas abdominais são maiores e apresentam taxa de renovação de gordura mais alta que as células adiposas da região do quadril. Os adipócitos abdominais também respondem mais a hormônios e a substancias liberadas a partir da gordura abdominal são absorvidas pela veia porta, e assim, podem ir para o fígado. O aumento da captação de ácidos graxos pode levar a uma resistência à insulina. Já os ácidos graxos livres que foram originados da gordura vinda da região dos glúteos entram na circulação geral e não tem preferência pelo metabolismo hepático.
Aquele pneuzinho na cintura pode ser ruim para a estética, mas é pior para a saúde. Segundo o estudo conduzido pelo Lawson Health Research Institute, no Canadá, a temida gordurinha localizada produz o hormônio neuropeptídeo Y (NPY), que também é fabricado pelo cérebro e tem a missão de aumentar o apetite. Outra ação do NPY é induzir a reprodução das células adiposas, contribuindo na aceleração da obesidade. A maior produção de NPY pode aumentar a vontade de comer. E a grande ingestão alimentar eleva o peso e o depósito de gordura nas áreas em que ela é produzida (no caso, o abdome). Essas regiões são estimuladas pela sua presença, o que aumenta a produção dos hormônios do apetite, e assim sucessivamente, fechando o ciclo.
Vários estudos científicos comprovam que os adipócitos, em especial os localizados no abdome, não são meros depósitos de gordura. São células capazes de sintetizar inúmeros hormônios. Esse mecanismo é evidenciado pelo sistema endocanabinoide, induzido pela ingestão de gordura, que atua no cérebro como estimulador da sensação de prazer proveniente do apetite e do aumento das células gordurosas. Por outro lado, os pneuzinhos são sensíveis aos efeitos benéficos da atividade aeróbica regular. Assim, exercitar-se é um fator positivo para a prevenção e até mesmo para o tratamento da doença.
 Como Mudar?
Não tem jeito. Para reduzir a gordura corporal e, de quebra, a gordura abdominal, é preciso mudar os hábitos de vida. E a alimentação, neste caso, divide o mesmo espaço que a inclusão de atividade física com regularidade na rotina. Ter um estilo de vida saudável quer dizer a seguinte soma: comer alimentos saudáveis + fazer atividade física + controle emocional. Isso é o que traz saúde.
É muito importante manter o controle emocional, pois altos níveis de estresse (cortisol elevado) propiciam o acúmulo de gordura abdominal. Tendo esses hábitos em ação no cotidiano, o organismo de cada um encontrará seu equilíbrio, e isso facilitará o processo de emagrecimento. Portanto, para virar esse jogo, é imprescindível que a dieta seja mudada: o cardápio deve ter frutas, vegetais e legumes, cereais integrais, gorduras boas como mono e poliinsaturadas, devem ser recheadas de ômega-3, sementes oleaginosas, óleos vegetais (como o azeite de oliva) e peixes de água fria, além de leguminosas como soja e derivados. Desta maneira, o organismo recebe além de nutrientes para seu pleno funcionamento, muitas fibras e substâncias antioxidantes e antiinflamatórias que previnem e combatem a gordura visceral e suas perigosas conseqüências.
 Combata os Processos Inflamatórios

Muitas vezes, você até começa direitinho: incluiu a atividade física regularmente na rotina e diminui as calorias consumidas na alimentação. Mas não vê resultado de imediato, como esperava, e desanima. Isto porque não basta cortar as calorias, o importante é combater a inflamação gerada pela gordura abdominal, com alimentos antiinflamatórios, respeitando as necessidades e individualidades que consequentemente irá ser atingido seu equilíbrio metabolismo e em decorrência o emagrecimento. E esse controle se dá pelo consumo maior de fibras, proteína magra, alimentos integrais, vegetais, frutas e gorduras mono e poliinsaturadas.